Uma vez fomos correr para a ciclovia de Carcavelos e quando chegámos ao fim reparamos que não estava ninguém à nossa frente. Rimo-nos muito e dissemos que se fosse uma corrida à séria teríamos ganho. Desde aí somos os Medalha d´Ouro." - Sara Desgraça
Os Medalha d'Ouro estão de volta depois de quase 3 anos de inactividade, e em ensaios finais para o seu novo trabalho, À Morte de Danton e outras entropias, um espectáculo de antologia que passa em revista, reflexão, e por vezes revisão, excertos dos seus espectáculos anteriores.
O espectáculo estreia dia 2 de Maio e está em cena até 5 de Maio, na loja do Cão Solteiro, na R. Poço dos Negros, 120.
No mesmo espaço, e em simbiose com o espectáculo, estará a passar a videoinstalação "À Morte D'Anton"
No mesmo espaço, e em simbiose com o espectáculo, estará a passar a videoinstalação "À Morte D'Anton"
Segundo Luís Fulgêncio, um dos membros da companhia, "À Morte D'Anton e outras entropias" é sobre o universo. É sobre nós, e a nossa morte. È também sobre suspender para transformar, como aconteceu no caso dos Medalha d'Ouro. Mas acima de tudo é um revivalismo, é a vontade de nos voltarmos a encontrar no outro." Outro dos membros do grupo diz que "este espectáculo é sobre o fazer história ao recordá-la. E não é por falta de ideias que fazemos este remembering, tem a ver com uma vontade de mostrar a nossa história, num espaço e deixá-la no tempo. É uma celebração, pegar no caos e dominá-lo, desconstruí-lo e mostrá-lo. O caos."
Francisco Belard fala de uma das razões para o nome do espectáculo: "O meu professor de Modelos de Informação dizia que, segundo a segunda lei da termodinâmica, num sistema fechado a entropia ou aumenta ou se mantém constante. Quando algo atinge a entropia máxima, pode dizer-se que morreu. Portanto resolvemos tornar os Medalha d'Ouro um sistema aberto, arejar a casa, deixar entrar as pessoas e sair as traças. E aproveitar a oportunidade para falar de novo de todas as vezes em que levámos a entropia ao extremo nos Medalha d'Ouro."
Medalha D'Ouro é uma companhia de teatro portuguesa baseada em Lisboa e em actividade desde 1998. Trabalha especialmente no ramo da performance, teatro experimental e de pesquisa. Já colaborou com vários criadores e grupos independentes portugueses e internacionais, incluindo a companhia Skritt (Hungria), o Grupo de Teatro da Nova, o Colectivo 84, o Teatro Praga, o Cão Solteiro e o New Theatre of Oklahoma.
A sua colaboração mais recente foi com André e. Teodósio no espectáculo "Top Models: Paula Sá Nogueira (um bestiário)", que estreou a 7 de Março de 2012 na Culturgest, em Lisboa.
Os seus membros actuais são Diogo do Chão, Luís Fulgêncio, Tiago Rilhó, Francisco Belard, Clara Marie, Sara Desgraça, Bernardo Apelido e Filipa Matta.

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